Ela foi apontada como principal suspeita pelos familiares da vítima, Gessivaldo Mota de Souza, 23, que inclusiverealizaram uma manifestação em frente ao Complexo de Delegacias na manhã da última segunda-feira (5) pedindo a prisão dela.
Durante a manifestação a polícia aproveitou para obter mais informações sobre a morte de Gessivaldo e conseguiu prendê-la dias depois na delegacia da cidade de Ipecaetá.
“Enquanto colhíamos os depoimentos, as equipes da Delegacia de Homicídios (DH) realizavam diligências para localizá-la nos endereços obtidos, mas até ontem ela não havia sido encontrada nem houve a possível apresentação dela e então representamos pela prisão preventiva. Hoje ela se apresentou na delegacia de Ipecaetá, para onde a equipe da DH se deslocou, fez o interrogatório e assim cumprimos o mandado de prisão expedido em desfavor dela”, informou ao Acorda Cidade a delegada Klaudine Passos.
Em depoimento, segundo a delegada, Iracelma disse que tinha um relacionamento conturbado com a vítima e chegou a se separar dele, mas reatou em setembro. “Ela chegou a ir à Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), a Vara da Violência Doméstica, foram deferidas medidas protetivas em favor dela para que o mantivesse afastado, só que o casal achou por bem reatar em setembro, mesmo com as brigas e desavenças, e em dezembro houve o crime”, disse Klaudine.
Sobre a causa do homicídio Iracelma contou que a vítima chegou em casa embriagado e a agrediu sem motivos aparentes. “Diante dessa e de tantas outras agressões já sofridas, ela pegou um isqueiro no momento em que ele foi ao banheiro e tocou fogo no sofá, sendo que esse sofá ficava próximo ao banheiro, que tinha uma cortina feita de lençol. Talvez isso fez com que as chamas aumentassem, e também levando em consideração o fato de que ele estava embriagado, talvez isso tenha impedido que ele tentasse procurar socorro durante o incêndio. Não foi premeditado porque foi uma coisa do momento”, concluiu a delegada tipificando o crime como passional, por conta do histórico de envolvimento amoroso entre autora e a vítima.
O corpo da vítima foi encontrado carbonizado por populares na madrugada do dia seguinte ao crime, em Feira de Santana, na casa onde residiam. Apesar da versão dela, a família do homem no dia da manifestação levantou a hipótese de que ela teria mandado alguém cometer o crime.
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