quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Óculos piratas entram na mira da Receita Federal


Os dias ensolarados de verão impulsionam a venda de óculos escuros em todo o país. Contudo, a alta procura pelo acessório também aumentam a entrada de produtos falsificados no Brasil.

Basta uma simples caminhada pelo centro das grandes cidades para encontrar uma vastidão de modelos similares aos óculos mais procurados e queridos de grandes fabricantes. A reprodução falsificada desses modelos pode ser facilmente encontrada nas mais diversas cores em qualquer barraca de camelô por preços a partir de R$10.

Os famosos óculos piratas vêm chamando a atenção da Receita Federal, que apreende quantidades cada vez maiores desses produtos ilegais. Só no ano passado, cerca de R$13,1 milhões em óculos escuros falsificados foram confiscados somente no Estado de São Paulo, um dos que mais produzem produtos piratas.

Em âmbito nacional, a Receita registrou um aumento de 53,3% desse tipo de mercadoria só no primeiro trimestre de 2014, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Risco à saúde

As réplicas possuem características muito parecidas com os modelos originais. Em alguns casos, suas etiquetas anunciam que as lentes são capazes de proteger os olhos contra os raios solares, e isso não passa de propaganda falsa.

O material necessário para a produção de lentes escuras realmente seguras tem custo muito superior ao das réplicas e, consequentemente, quem usa óculos escuros falsificados está exposto aos danos que a radiação solar pode causar aos olhos.


Há quem compre os óculos piratas para aproveitar somente a armação, mandando fazer a lente em óticas especializadas. Mesmo nestes casos, o barato também pode sair caro, já que o material de baixa qualidade não oferece a mesma resistência que os modelos originais e as armações descascam, entortam ou mesmo se quebram depois de pouco tempo de uso.

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