O corpo da subtenente da Polícia Militar do estado da Bahia Wagna Andrade Soares, 49 anos, foi sepultado na tarde deste sábado (1º de abril), no cemitério São Jorge, em Feira de Santana, com a presença de familiares e centenas de amigos, além de alunos do Colégio da Polícia Militar Diva Portela, onde trabalhava.
O acusado do crime Igor Tosta Lopes confessou o crime e ao ser preso em flagrante informou também que ocultou o corpo em um matagal na cidade de Conceição da Feira. A notícia chocou a comunidade feirense e todos que a conheciam ficaram muito abalados. No sepultamento foram feitos vários discursos em sua homenagem e houve honras militares. No momento em que o corpo chegou ao cemitério, os estudantes do CPM estavam enfileirados em continência. Houve também louvores e aplausos.
O diretor do CPM, o Tenente-Coronel Augusto Magnavita, disse que Wagna trabalhava há muito tempo no colégio e que era bastante querida por todos. Sempre solidária e prestativa ela estava sempre sorrindo e disposta a ajudar.
“Estamos consternados com este fato. Ninguém esperava por isso, e a comunidade feirense está abalada, dá para perceber até pela quantidade de pessoas que você viu aqui. Ela fazia um trabalho excelente com os alunos, até ajudava a consertar a farda que rasgava, um adereço. Era uma pessoa muito querida, muito solidária. Na quinta-feira passada ela estava na comemoração do aniversário do colégio, estava muito alegre, sorridente, prestativa. Estamos muito revoltados com o que acontece”, declarou o diretor do CPM.
A capitã PM Du Val, amiga de Wagna, destacou várias qualidades da subtenente e enfatizou que ela jamais será esquecida.
“Ela foi minha grande amiga desde o ano 2000 quando adentramos no curso de formação de sargentos, fizemos parte da mesma turma. Ela era um anjo, alguém que só desejava o bem a todos. Era uma relação de irmandade. Hoje perdemos não só uma profissional, mas uma amiga. Foi uma perda sem precedentes, a Polícia Militar tem orgulho de ter tido em sua corporação a subtenente Wagna, e tenho certeza que ela nunca será esquecida porque era uma policial militar de grande valor”, declarou. Os estudantes do CPM ressaltaram a admiração que tinha pela policial e estavam bastante tristes.
“Ela era uma profissional sem igual, não tenho palavras. Não tínhamos o que falar dela, e não só a polícia como o CPM perdeu uma excelente militar. Ela era conselheira, companheira e muito amiga. Era como uma mãe. Quando a minha mãe morreu e eu retornei uma semana depois para a escola eu a encontrei de braços abertos para me acolher, sempre muito positiva. Hoje infelizmente é o dia em que nos despedimos dela, mas hoje também tem uma nova estrela brilhando no céu”, declarou o estudante do CPM Daniel Moreira, do 3º ano do ensino médio.
Fotos: Ney Silva/Acorda Cidade
O corpo foi velado no Centro de Velório Gilson Macedo, no bairro Kalilândia. O sábado letivo foi suspenso no Colégio da Polícia Militar. Com informações do do Acorda Cidade
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