Gratuita e inédita, a mostra Tom Zé 80 Anos abre para visitação do público nessa quinta-feira (8 de junho), na Caixa Cultural
Ao falar sobre a exposição inédita Tom Zé 80 Anos, que celebra suas oito décadas de vida a partir de amanhã, na Caixa Cultural, o cantor e compositor baiano Tom Zé humildemente evita falar sobre a importância de sua própria obra. “No Sertão, dizem que elogio de boca própria é vitupério. Quem fala muito, não faz. É preciso ficar calado para o coração continuar trabalhando”, justifica o artista nascido em Irará e considerado um dos gênios da MPB. “Não sou gênio, sou um trabalhador maníaco”, diz com simplicidade.
Quem acompanha a trajetória do artista tropicalista e até mesmo quem tem pouca intimidade vai poder mergulhar em sua vida e obra a partir de trabalhos gráficos, digitais e interativos que fazem parte da exposição Tom Zé 80 Anos, que abre hoje, para convidados, e segue em cartaz a partir de amanhã, com visitação gratuita até 6 de agosto.
Vida e obra de Tom Zé são traduzidas em instalações multimídia, textos, fotos e vídeos na exposição Tom Zé 80 Anos (Foto: André Conti/Divulgação)
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Instalações com músicas, fotos, textos, depoimentos em vídeo e instrumentos inventados por Tom Zé também integram a mostra idealizada pela cantora, produtora cultural e amiga Bete Calligaris. “Essa exposição tem muito conteúdo para as pessoas conhecerem esse fenômeno que é o Tom Zé”, resume o curador da exposição, o designer, produtor de mídia interativa e poeta paulista André Vallias, 53, também responsável pela mostra Gil 70.
“O nome dele é conhecido, mas a obra não. Quanto mais informação, melhor para entender o método de Tom Zé de fazer as coisas, o gestual, a performance. Isso requer tempo. A exposição é uma forma de mergulhar de maneira mais intensa nessa cultura oral nordestina”, acredita Vallias. (OuriçangasNews)

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